Gravidade

A tristeza profunda
Me entrega, contente,
O fruto da desgraça
Como fosse uma serpente

A Treva peçonhenta
Me afoga no medo
Me devora com a força
De um buraco negro

Abafo as feridas
E não canto alegre
Estes versos puídos
Às traças entregues

A alegria, mofada
Já não se debate
Aceitou seu destino
De porco no abate

Como ser da escuridão
Afugentei a luz
Vê este brilho de vida?
Ele não me seduz

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