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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

As glórias de Eva

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Canta, mãe terra Ou antes chora de desgosto Por teus filhos ingratos Presos a orgulhos inatos O amor do peito já deposto
Chorem, mulheres Na dor de parir Um fruto corrompido Do céu de sangue caído E de quem a vida verão ruir
Geme, garota A quem difamaram Por teu jeito torto ou corpo dado Não te culpes pelo humor dilacerado De ódio e rancor é que te armaram
Lamenta, menina Regrada na prece Desnutrida de força Para ser boa moça Em cujo peito o orgulho perece

Gravidade

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A tristeza profunda Me entrega, contente, O fruto da desgraça Como fosse uma serpente
A Treva peçonhenta Me afoga no medo Me devora com a força De um buraco negro
Abafo as feridas E não canto alegre Estes versos puídos Às traças entregues
A alegria, mofada Já não se debate Aceitou seu destino De porco no abate
Como ser da escuridão Afugentei a luz Vê este brilho de vida? Ele não me seduz

Nerak

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Das vezes em que me sinto só Que nem consigo de ti lembrar É quando me atiro ao pó Olhando pro céu a chorar
Então vem teu nome e brilha Ilumina esta mente fraquejante Tal como bateria ou pilha Que me faz seguir à diante
Ai, amiga, como te adoro Como sou grata por te ter comigo Por amizade mais completa, a Deus não oro
Pra espaço e tempo já não ligo Nossas almas se unem como irmãs E preocupações com o eterno se tornam vãs