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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Manhã seguinte

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Acordei e a primeira coisa que pensei foi que o próprio Hélio estava batendo na janela a minha frente. Estava quente e meus olhos arderam intensamente assim que os abri. Minha cabeça começou a doer.

A segunda coisa foi que eu não reconhecia o lugar em que estava e nem lembrava como havia chegado lá. Encotrava-me em uma confortável cama com lençois verde-água.

Minha cabeça precisou latejar mais para que eu percebesse que a dor não fora originada pela luz da manhã. Aos poucos recordava da música, das pessoas, dos copos que chegavam cheios e iam apenas com o gelo no fundo.

A respiração quente em minha nuca me trouxe de volta ao presente. Senti meus pêlos se arrepiarem. Percebi um braço forte em minha cintura e um peito nu colado em minhas costas. Naquele momento inferi, com absoluta certeza, o que tinha acontecido naquela madrugada.

Tudo o que eu vestia era uma camisa preta (que, aliás, não estava abotoada) que era um pouco grande para mim e que cheirava a uma gostosa e embriagante colô…

Ponto de Fuga

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Tem gente que encontra nos sonhos uma fuga da realidade. Acho isso lindo. Mas eu não consigo. Pelo menos não literalmente. Quero dizer dormindo, sabe? Até por que eu nunca tive sonhos muito... como posso dizer? Sonhadores? Enfim! O que eu quero dizer é que a minha fuga desse mundo cinza não é quando eu durmo, mas sim quando estou acordada.

Sonhar acordada a qualquer momento. Não o tempo todo, mas em qualquer momento. Até quando deveria me concentrar em algo "mais sério" acabo, as vezes, partindo para algum delicioso ou tenebroso devaneio. Não sou doida. Pelo menos não a ponto de não ser conciente das minhas ações. Então, o que eu faço com esses devaneios? Desenho, escrevo, crio algum personagem que vai devanear por mim ou comigo. Ou viver meus devaneios. Muitas vezer interpreto meus personagens para desenhar ou descrever melhor suas expressões e/ou reações.
Também sonho acordada quando ouço música. Sério. Existem músicas que mexem com meu interior de um jeito muito louco. A…