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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Vestígios de um duelo

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De cima vem um olhar frio
de baixo um olhar suplicante
aqui dentro o ar é sufocante
lá fora, a noite é um pulmão ofegante

Sangue que sobe pela garganta
como a lava borbulhante do vulcão
bloqueando qualquer suspiro de vida
e despejando-se pelo chão

O luar refletia no peito suado
que buscava no ar impregnado
oxigênio para se manter

Depois do duelo travado
depois de suor e sangue derramados
só há um corpo vivo para a lua ver.
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Hoje, na aula de Teoria do texto Poético, a professora nos passou um texto e, depois de lê-lo, pediu que produzíssemos algo, em prosa ou verso, baseados no tema 'lá fora, a noite é um pulmão ofegante.'
Eu e minha dupla/colega de sala/amiga, Beatriz Góes (blog Caderno de Devaneios), produzimos o poema acima. Espero que tenham gostado.

Fundo do baú

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Num lugar vazio e escuro
há uma voz que grita e chora
pedindo ajuda, socorro

Ninguém a escuta, nem percebe
ela quer ser salva
de ser tragada pela escuridão

Encontrar luz, cores, brilho
algo que não seja negro,
porém tudo em volta dela
é Treva
Eu tava mexendo em uns cadernos e encontrei esse poema. Acho que estava na 7º ou 8º série(vivendo um momento de depressão).

Uma vela

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Uma vela vermelha uma masmorra dois corpos que ardem em chamas distintas
Uma lâmina prateada um golpe impetuoso um grito agudo de dor um riso feroz
Em pouco já nada se ouve a não ser pela respiração ofegante e pesada como fosse gerada por um gozo
Como testemunha apenas a vela  cuja cera derretida  mescla-se com o fluido da vida  espalhado pelo chão
Passos pesados afastam-se deixando rastros rubros apenas

Fera Impetuosa

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A seguir um poema que eu escrevi quando estava no ônibus. Eu estava um pouco triste por algo que ocorrera logo pela manhã.
As garras negras rasgavam a carne  sem piedade A boca faminta se manchava a cada dentada voraz Os olhos vazios tornavam-se vivazes enquanto o brilho dos outros se esvaia
Carne dilacerada Boca maculada Vida roubada
Assim a fera impiedosa se mantém 

O Parque (aquele conto prometido!!!)

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‘A tranqüilidade da noite é algo perturbadoramente belo. ’ Era o que eu pensava enquanto caminhava pelo parque. As estrelas e a lua cheia a pouco haviam se mostrado, mesmo assim não havia movimento de pessoas. Como fosse alta madrugada o som do vento nas altas copas e dos meus passos era tudo o que se ouvia.          Encontrei um banco oculto pela sombra de um imenso tronco de árvore e lá me sentei. Continuei a admirar a noite. Não conseguia pensar em mais nada além do frio que tomava conta do meu corpo, das trevas que me envolviam e das canções do vento em meus ouvidos.          Por um momento pensei ter sentido um toque gelado em meu ombro esquerdo e instantaneamente um arrepio sinistro me percorreu o corpo. Não havia mais ninguém no parque. Abracei meus joelhos e fiquei encolhida no banco, tanto para amenizar o frio quanto para me convencer de que aquele toque havia sido apenas imaginação.          “Não há mais ninguém aqui. Não há mais ninguém aqui.” Repetia para mim mesma. Estava as…