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Mostrando postagens de 2013

Manhã seguinte

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Acordei e a primeira coisa que pensei foi que o próprio Hélio estava batendo na janela a minha frente. Estava quente e meus olhos arderam intensamente assim que os abri. Minha cabeça começou a doer.

A segunda coisa foi que eu não reconhecia o lugar em que estava e nem lembrava como havia chegado lá. Encotrava-me em uma confortável cama com lençois verde-água.

Minha cabeça precisou latejar mais para que eu percebesse que a dor não fora originada pela luz da manhã. Aos poucos recordava da música, das pessoas, dos copos que chegavam cheios e iam apenas com o gelo no fundo.

A respiração quente em minha nuca me trouxe de volta ao presente. Senti meus pêlos se arrepiarem. Percebi um braço forte em minha cintura e um peito nu colado em minhas costas. Naquele momento inferi, com absoluta certeza, o que tinha acontecido naquela madrugada.

Tudo o que eu vestia era uma camisa preta (que, aliás, não estava abotoada) que era um pouco grande para mim e que cheirava a uma gostosa e embriagante colô…

Ponto de Fuga

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Tem gente que encontra nos sonhos uma fuga da realidade. Acho isso lindo. Mas eu não consigo. Pelo menos não literalmente. Quero dizer dormindo, sabe? Até por que eu nunca tive sonhos muito... como posso dizer? Sonhadores? Enfim! O que eu quero dizer é que a minha fuga desse mundo cinza não é quando eu durmo, mas sim quando estou acordada.

Sonhar acordada a qualquer momento. Não o tempo todo, mas em qualquer momento. Até quando deveria me concentrar em algo "mais sério" acabo, as vezes, partindo para algum delicioso ou tenebroso devaneio. Não sou doida. Pelo menos não a ponto de não ser conciente das minhas ações. Então, o que eu faço com esses devaneios? Desenho, escrevo, crio algum personagem que vai devanear por mim ou comigo. Ou viver meus devaneios. Muitas vezer interpreto meus personagens para desenhar ou descrever melhor suas expressões e/ou reações.
Também sonho acordada quando ouço música. Sério. Existem músicas que mexem com meu interior de um jeito muito louco. A…

A CASA

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Outro texto feito em conjunto com Beatriz Góes
Aproveitem. E ouçam a música... ^^


“Se vir ou ouvir qualquer coisa, saia correndo imediatamente.” Foi o conselho que ouvi da minha avó quando tinha oito anos. Na verdade, este foi um segundo conselho. O primeiro foi: “Nunca atravesse os portões daquela casa”. Eu deveria ter escutado minha avó desde o primeiro alerta, pois, mesmo agora, já com vinte e sete anos, não consigo esquecer aquela maldita música, aquela visão ou mesmo aqueles olhos…     É bem normal que moleques se desafiem para provar quem é o mais corajoso. Tipo apertar a campainha dos vizinhos e sair correndo. Também passei por isso. Mas naquela cidadezinha a história era outra. Os desafios eram quebrar janelas, assustar os bichos ou invadir casas. Coisas de pequenos vândalos. E eu estava entre eles. “Duvido você quebrar aquele vidro”, diziam. Alguém ia e quebrava. “Vocês viram?! Acertei em cheio!” Todos saiam correndo e rindo dos berros do morador. “Seus moleques filhos-da-mãe! T…

Saudade de postar...

Nunca mais, né? Pois é. Não é que eu não tenha mais poema ou história, mas meu pc deu pau e agora tô dependente do pc de cyber e da faculdade. Chatiadíssima!!! ><
Tô com uns contos curtos (CURTOS) que posso postar numa próxima vez. Também tô escrevendo um com um psicopata em primeira pessoa, mas ainda tá beeem no início.
Até

Um pouco mais de insanidade... ^^

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(In)Sanidade

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Adoro me perder em minha própria insanidade. Adoro me encontrar na minha 'lucidez'. Gosto de ficar nesse vai e vem, que pode durar minutos, horas ou dias, para no fim, como numa 'pequena morte', liberar tudo o que há dentro de mim de uma só vez. É uma sensação indescritível e prazerosa. Ou não. Nem sempre será prazerosa. Pode ser também angustiante ou causar um grande alívio. Libertar o que se acumula na mente, no coração e no corpo... será que existem palavras para descrever apropriadamente essa sensação? Isso eu não sei, mas para mim é um momento de insanidade dos 'sãos' e de 'sanidade' dos insanos.

Vestígios de um duelo

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De cima vem um olhar frio
de baixo um olhar suplicante
aqui dentro o ar é sufocante
lá fora, a noite é um pulmão ofegante

Sangue que sobe pela garganta
como a lava borbulhante do vulcão
bloqueando qualquer suspiro de vida
e despejando-se pelo chão

O luar refletia no peito suado
que buscava no ar impregnado
oxigênio para se manter

Depois do duelo travado
depois de suor e sangue derramados
só há um corpo vivo para a lua ver.
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Hoje, na aula de Teoria do texto Poético, a professora nos passou um texto e, depois de lê-lo, pediu que produzíssemos algo, em prosa ou verso, baseados no tema 'lá fora, a noite é um pulmão ofegante.'
Eu e minha dupla/colega de sala/amiga, Beatriz Góes (blog Caderno de Devaneios), produzimos o poema acima. Espero que tenham gostado.

Fundo do baú

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Num lugar vazio e escuro
há uma voz que grita e chora
pedindo ajuda, socorro

Ninguém a escuta, nem percebe
ela quer ser salva
de ser tragada pela escuridão

Encontrar luz, cores, brilho
algo que não seja negro,
porém tudo em volta dela
é Treva
Eu tava mexendo em uns cadernos e encontrei esse poema. Acho que estava na 7º ou 8º série(vivendo um momento de depressão).

Uma vela

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Uma vela vermelha uma masmorra dois corpos que ardem em chamas distintas
Uma lâmina prateada um golpe impetuoso um grito agudo de dor um riso feroz
Em pouco já nada se ouve a não ser pela respiração ofegante e pesada como fosse gerada por um gozo
Como testemunha apenas a vela  cuja cera derretida  mescla-se com o fluido da vida  espalhado pelo chão
Passos pesados afastam-se deixando rastros rubros apenas

Fera Impetuosa

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A seguir um poema que eu escrevi quando estava no ônibus. Eu estava um pouco triste por algo que ocorrera logo pela manhã.
As garras negras rasgavam a carne  sem piedade A boca faminta se manchava a cada dentada voraz Os olhos vazios tornavam-se vivazes enquanto o brilho dos outros se esvaia
Carne dilacerada Boca maculada Vida roubada
Assim a fera impiedosa se mantém 

O Parque (aquele conto prometido!!!)

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‘A tranqüilidade da noite é algo perturbadoramente belo. ’ Era o que eu pensava enquanto caminhava pelo parque. As estrelas e a lua cheia a pouco haviam se mostrado, mesmo assim não havia movimento de pessoas. Como fosse alta madrugada o som do vento nas altas copas e dos meus passos era tudo o que se ouvia.          Encontrei um banco oculto pela sombra de um imenso tronco de árvore e lá me sentei. Continuei a admirar a noite. Não conseguia pensar em mais nada além do frio que tomava conta do meu corpo, das trevas que me envolviam e das canções do vento em meus ouvidos.          Por um momento pensei ter sentido um toque gelado em meu ombro esquerdo e instantaneamente um arrepio sinistro me percorreu o corpo. Não havia mais ninguém no parque. Abracei meus joelhos e fiquei encolhida no banco, tanto para amenizar o frio quanto para me convencer de que aquele toque havia sido apenas imaginação.          “Não há mais ninguém aqui. Não há mais ninguém aqui.” Repetia para mim mesma. Estava as…

Le Conflito

bastidores* É a terceira vez que eu tento publicar esse troço. Ai! Que agonia! Pega logo, net de merda!*

Aqui estou eu, mais de 6 meses depois, em minha segunda postagem do ano... Enfim, ninguém lê isso mesmo...
Bom, vamos ao 'le conflito'. Na época da minha primeira postagem eu tinha em torno de 20 histórias e agora tô com 25! Qual o problema nisso? Vejamos, simplesmente o fato de que eu NÃO TENHO NENHUMA DELAS TERMINADA! Oh, sim! Eu criei um blog para publicar histórias sem ter nenhuma pronta. Acontece, né?
Recentemente eu escrevi um conto chamado 'O parque', mas ainda tá só no manuscrito. assim que eu fizer ele digitado(e editado) eu publico. ^.^

Bye bye!
'Lovu' vocês! (ou não, se não tiver ninguém aí pra eu 'lovar')

APRESENTAÇÃO!!!

YO, MINNA!!!
Eu sou a Misai! Prazer.
Aqui eu vou postar algumas histórias de minha autoria e os desenhos delas.
Como não tenho acesso direto à net, não vou poder postar com frequência. Mesmo hoje não vou postar nada. Só uma lista com meus títulos (claro que não são todos...)
-Soul and Blood
-Make your Magic
-Circo Underground
-Indiretas
-The Camp Love*
-Love Star
-Dama da Noite-Doce Veneno*

*(o roteiro não é meu)